Total filosófica, porque temos que ser só uma faceta, uma parte, um lado da carta, uma peça do jogo. Definidos como tal tipo de pessoa, tal humor, como tal...Não pode ser calmo e estressado, não pode ser tímido e extrovertido, alegre X triste, pão duro X gastadeiro, não pode ter dois momentos. Uma pessoa, um momento, um jeito. Um, só um! Sempre temos que escolher um lado e seguir aquilo até o final dos dias. O mundo pede para que sejamos flexíveis, abertos, mas as pessoas nos classificam como fichas, como números exatos da personalidade. Várias situações e pessoas me vem a cabeça e lembro que estamos em ‘mutação’. Nunca agimos da mesma forma, talvez aja uma predominância daquela específica qualidade ou negatividade, mas ainda somos ‘cubos mágicos’ em transformação, depende qual cor você escolhe para ficar em cima do quadrado. Exemplos bobos, como: ‘x’ pessoa me deixa calma, outro (pode ser o chefe, superior) fico tensa e estressada. Sou estressada ou calma? Já no exemplo da situação, a mesma que me deixava calma me trouxe raiva quando não soube decidir, e já o mesmo que me trazia estresse, confortou quando disse ‘as coisas vão dar certo, acredite!’. Qual situação eu sou? Não dá pra nomear e rotular, julgar!. Com carro homens gastam mais, já as mulheres adoram shopping, mas não compram carros da moda. Quem é gastadeiro e quem é ponduro? Depende pra que lado olharmos? Depende para qual objeto? Uma pessoa extrovertida pode ser tímida na frente do desconhecido, e a pessoa tímida pode ser extrovertida na frente do conhecido, qual é o certo – extrovertido ou tímido?
Qual é o certo? O certo é que não tem certo e o ‘mágico do cubo’ é que podemos escolher qual cor seremos hoje!