Alguma Palhaçada da companhia, falta de respeito dos funcionários, falta de paciência e tolerância dos passageiros, falta de comunicação da equipe de comissários, faltou tudo, até sono!
Viagem de volta pra casa, vôo – São Paulo/Curitiba, horário previsto para decolar - 19:50h. Fizemos o check-in e entramos na aeronave com 15 minutos de atraso, lá permanecemos por uma hora e meia, devido a um aquecimento de temperatura anormal, no qual, o comandante teve que chamar a manutenção para verificar. O calor começou a ficar insuportável e o povo já nervoso, soltou frases do tipo “eu quero viajar e não fazer sauna!”. O comandante disse que estava tudo certo e que era só aguardar a autorização da decolagem. As 21h ouve-se o motor desligar e no altofalante “portas em manual”, ou seja, todos os passageiros saíram do avião e aguardaram novamente na sala de embarque. Na saída, ninguém orientou ou disse o que iria acontecer, procedimento zero, perdidos iguais a nós. Deu uma meia hora, entra todo mundo de novo, senta, aperta o cinto, e lá vamos nós para mais 2 horas de espera, dessa vez com milhões de desculpas – novamente o problema da temperatura, depois era a procura das malas dos passageiros que tinham desistido do vôo, daí passou a ser silêncio, uma hora sem um comentário. As 23:30h decolamos. Ai que bom que passou, pensei!!. Mal imagina como eu estava errada! Quando vi as luzinhas de Curitiba, o comandante anuncia a segunda proeza da noite, “Infelizmente, devido ao nevoeiro, o Aeroporto de Curitiba se encontra fechado, por isso seguiremos até Foz de Iguaçu, obrigada pela compreensão e boa viagem”. Que sarro em!. Chegamos em Foz do Iguaçu a 1h da manhã, mais longe ainda do destino principal. Na esteira das malas estava apenas 2 funcionários da TAM a nossa espera, que belamente informou “todos os hotéis da cidade estão lotado devido as férias, só temos disponíveis 17 leitos duplos”, claro que a compreensão antes pedida pelo comandante não foi nada parecida, a galera vaiou e resolveu reivindicar todos os direitos. Cada vez mais demonstrava a desorganização da empresa e a falta de tolerância do cliente. Ficou os peões de obra, os trabalhadores tentando resolver um vôo que não decolou corretamente e os bonitões dos chefes estavam em casa dormindo, pois cada decisão o funcionário da TAM tinha que ligar para pedir a liberação. No final das contas famílias com crianças pequenas foram para os quartos dos hotéis – eram 24 num total de 117 passageiros. Depois de discussões, gritos das mulheres e o deboche total de companhia. As 04:00 horas da manhã, depois que alguns estavam até deitados na esteira de mala e só aquele aglomerado de pessoas com cara de sono. A decisão final ficou um vôo da Gol as 06:30h, outra TAM as 07:30h, esses com a possibilidade de ainda voltar pra São Paulo pelo nevoeiro em Curitiba, o único certeiro da TAM era o das 15:30h da tarde. Fomos os primeiros a fazer o check-in, neste momento, uma passageira discutiu com outra funcionária da TAM dizendo “você não pode falar deste jeito comigo!”, somando sono+jeitinho brasileiro+ cansaço de vôos internacionais até as passageiras começaram a discutir entre elas, escutei “olha só você cala a sua boca, porque desde que você entrou no avião eu não fui com a tua cara!” – meu deus!!! Que ponto chegamos em!!! Psicologia, estudo de comportamento, colocar as pessoas em situações de pressão para revelar quem são os leãozinhos que estão inrustidos dentro de cada um. As 05:00h liberaram um misto quente com café pra gente (isso foi o que conseguimos com o direitos do consumidor). Aquelas leis de 1h tal coisa, 2 horas de atraso blá-blá e 4 horas já valem uma hospedagem com tudo pago, ta bom, ta bom!!! O vôo da Gol saiu as 07:15h e não sei nem pra onde foi, o meu das 07:30h atrasou meia hora, mas chegamos em Curitiba com direito a aplausos de alivio na chegada.
Vôo de 45 minutinhos durou uma madrugada longa e estressante. “Jeito Brasileiro de voar!”.