Show do Fábio Junior
Penso que vou, penso que não vou, desisto, crio expectativa, verifico a conta do banco e decido que desta vez eu não vou perder. Foi difícil achar uma companhia para ir ao show, porém não poderia ser a melhor a qual eu achei. Queria fazer surpresa para ele, foi engraçado chegando no local do show ele não falou nada de ‘obrigada’! ou ‘como assim!’, disse: “porque tu não me avisou, olha a roupa que eu estou!”. Depois de um tempo complementou “nossa tô até sem graça”, levei em consideração que isso fosse um ‘obrigada’ (acho eu!!). Quando entramos no auditório, me surpreendi como o show estava tão lotado, a maioria era mulheres mais velhas, só que não escapava um fã homem fascinado, as crianças cantando junto ou o marido tentando mostrar que estava ali apenas para acompanhar a mulher, por mais que cantasse junto. Na hora que começou o show, veio aquela voz rouca cantando ao vivo, apareceu de paletó preto ou cinza, uma camiseta por baixo e calça jeans, um gato. Eu estava completamente feliz por estar ali e finalmente ter conseguido ir ao show dele. Conforme as músicas iam passando me lembrava de cada pessoa e apenas confirmava o quanto as letras marcaram meus momentos. Na hora da música “Pai”, eu chorei lembrando do meu, relembrando do misto de herói e vilão, de que agora eu cresci e somos amigos e quanto eu tentei estar nas expectativas que ele me enquadrou. Na música “Enrosca” eu tava louca pra sair da cadeira e pular para o lado, dar uns beijos maravilhosos, ainda naquela parte “desliza tua mão no meu cabelo e aperta minha nuca”, lindo meu acompanhante, por mais que nem psicava o olho, todo concentrado nos instrumentos, nas notas. Algumas partes eu tinha que cutucar a perna como se eu falasse “presta atenção que essa sou eu” . No meio do show teve uma história lá do bairro de São Paulo e pensei na minha mãe e na minha vó. Aliás como eu queria que elas estivessem ali, afinal tudo isso foi culpa da minha mãe, ela que me incentivou a gostar dele. Agora fica se fazendo que não gosta mais ou que não esta nem ai, tudo mentira! Parece que eu ouvi ela cantando junto, rebolando, apontando aqueles dois dedinhos indicadores e rindo para acompanhar o compasso da letra . Uma hora ele dançou de um jeito parecido como meu pai, foi inevitável não lembrar das festas que eu sempre puxo, a força, meu pai para dançar uma salsa ou dois-dois. A banda começou a tocar e quando o Fabio Junior voltou, nossa ele estava mais gato ainda, mais charmoso e gostoso – um paletó bege, uma camisa social branca, calça jeans clara e sapato tênis. Um desajeitado que meu Tio Johnny tenta imitar. Cantou a música que começava assim “senta aqui”, erguia a perna e batia com a palma da mão apontando para a platéia fazendo sinal de ‘Venha!’. Irresistível! A mão que passa pelo cabelo descendo até a nuca de um jeito despojado e charmoso, ou o famoso “ai caramba” quando não sabe o que dizer. No final do show a platéia desceu e foi até a borda do palco, uma subiu no palco e deu um abraço nele e assim foram várias e várias tentando abraçar, os seguranças tentavam segurar, mas era Fábio Junior neh! Valia a força para ganhar um beijo! Até um menino foi correndo atrás dele, as pessoas riram. Dava pra ver que o Fabão não estava gostando muito de ser agarrado desta maneira, foi até o final do palco para amenizar, voltou deu Tchau e nem retornou quando pediram “mais uma música”.
Valeu a noite, valeu o show, valeu a ilusão dos sonhos que terei com ele e o momento inesquecível ao lado do acompanhante.
Obrigaduu..
Sindicação
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